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agradecimentos : em primeiro lugar quero agradecer à Fernanda e ao Brum que definitivamente salvaram a minha vida tendo a prontidão de me jogarem dentro do camburão e me trazerem pra Santa Casa. Pelo que eu fiquei sabendo, mais 10 minutos e eu teria morrido. Bom, eu já amava os dois. Agora tenho uma dívida eterna com eles que eu sei que jamais vou poder pagar. Queria agradecer ao Basa e ao Ayalla que ajudaram a me jogar dentro do camburão. Queria agradecer à essa legião de médicos fudida da Santa Casa que por 9 horas ficaram mexendo nas minhas entranhas e me devolvendo a vida. Queria agradecer a todos os meus amigos que ficaram de vigilia (pelo que eu sei foi um exército). Jamais imaginei ter tantos amigos fiéis. Preciso fazer por merecer. Queria agradecer aos meus familiares (minha irmã Eliane, meu irmão Zélito, minha filha Isabela e à Cris que foi o primeiro sorriso que vi quando voltei do coma e então percebi que tudo ia dar certo) que não arredaram o pé de perto de mim e estiveram sempre do meu lado. Queria agradecer aos amigos que furaram as visitas da UTI pra me ver: meu irmão Carcarah (de bengala já que ele também levou uns tiros), Manu, Kim, Fernanda (sempre), Erika que foi a primeira que encontrei na saída da UTI. Foram 14 dias de UTI. Muito foda tipo quando eu fui pro quarto parecia que eu tava indo pro paraíso, mesmo antes de operar o braço. E toda a legião de amigos que foi lá me visitar (não vou me arriscar a tentar lembrar de todos) e transformaram aquele quarto frio num ambiente acolhedor, festivo e familiar com direito ao Pereio quase caindo da janela. Especialmente à Martinha que veio várias vezes me visitar, até na noite de natal. E também ao meu amigo Marcelo Paiva que esteve sempre por perto. Cassiano que me trouxe até um MP3. E depois que saí do hospital, todo o mutirão de solidariedade que se formou. Pinduca que foi me buscar no hospital e ficou de madrugada vendo tv comigo. Nelsinho sempre grande amigo me trazendo tudo o que eu precisava. Demon Boy e Paulo de Tharso (amigos incondicionais), Melissa que me trouxe mousse de maracujá. As duas Raquels sempre me trazendo rango e todos que vieram me visitar e que me ligaram e que me mandaram msgs, meus mais sinceros agradecimentos. Tô aqui com um dos braços inutilizados, escrevendo catando milho, mas eu precisava escrever. Muito obrigado. Mesmo. Jamais vou esquecer.
Escrito por Mário Bortolotto às 16h28
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Muita gente me pergunta quais são meus sentimentos em relação aos caras que dispararam 4 tiros em mim. Eu queria mesmo era querer que esses filhos das putas se fodessem, mas eu sinceramente não consigo pensar nisso. Não consigo cultivar sentimentos de ódio ou vingança. Não consigo nem pensar nisso. E não é bom mocismo não. É natural. Eu só quero me recuperar logo, ficar sem essa dor filho da puta no braço, voltar a mexer os dedos com desenvoltura (os da mão esquerda estão atrofiados) e voltar a escrever que é o q mais me faz falta. Afinal é muito ironico, né? Levo tres tiros ( o cara disparou 4, mas só acertou tres, o quarto pegou de raspão) e eu tô aqui me fodendo por causa do braço quebrado. Se tivessem sido só os tiros, já tinha corrido na São Silvestre ontem. Um bom começo de ano pra todos vcs. Tô ouvindo Stones com a minha irmã e agora vou tomar aquele banho de tres horas com uma mão só. Reinaldo Moraes veio me visitar e acabou de sair daqui. Queria agradecer a imensa solidariedade dos amigos que fazem até rodizio pra ficar aqui comigo. Não tinha noção. Não tinha mesmo. Os amigos me emocionam.
Escrito por Mário Bortolotto às 14h27
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