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HOJE 
Tem a feijoada da Elis. O negócio é o seguinte: A Elis precisa de uma grana pra pagar o advogado e não perder o direito de continuar com o seu filho adotivo. Isso quer dizer que ir nessa feijoada é mais do que uma atitude, caralho. E hoje também reestréia a peça "Curta-Passagem". No Satyros 2 - Praça Roosevelt, 134 21h Texto e Direção : Mário Bortolotto Elenco : Francisco Eldo Mendes, Guta Ruiz, Carlos Carah, Daniela Dezan e Carla Trombini. 
Escrito por Mário Bortolotto às 05h55
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É FODA TER MUITO AMIGO TALENTOSO Ontem foi du caralho lá na Galeria. A gente tava tocando e tava muito divertido. Robério, Flavinho e eu. Aí o meu celular toca e era o Márcio Américo dizendo que tava vindo com um bando de malucos. E eles chegaram. E foi mesmo uma noitada excelente. Rubens K assumiu o contra-baixo e depois tocou violão. A gente cantou "Meg e John". Márcio Américo leu um texto dele no meio de "Balada do velho quarteirão". Pinduca leu outros dois poemas. Paulo de Tharso cantou algumas músicas com toda aquela sua verve irrepreensível. Linari também cantou "Silvia" do Camisa de Vênus e "Juke Box" comigo. Flavinho Vajman debulhou na gaita. Robério parecia que tava se divertindo pra caralho. Linguinha não se conteve e cantou "Se eu tivesse grana hoje" junto comigo. Essa jam de quinta-feira tem se tornado um encontro de amigos muito talentosos. Por isso que a gente não tem o menor problema em tocar "Casinha Branca" no fim da noite pra alegria do Bactéria. Ontem já eram mais de 2 da manhã e a gente ainda tava lá mandando ver. Não é a toa que a gente pegou o Parlapatões vazio. É claro que fomos beber na "Amistosas". Que eu saiba, a noite não tem fim. Apareçam na próxima quinta. Tem sido divertido pra caralho. A Coletivo Galeria fica na Rua dos Pinheiros, 493. __________________________________________________________________________________ HOJE - ESTRÉIA 
Eu não vou falar nada sobre essa peça. Gosto pra caralho de fazer. É uma das peças que mais gosto de interpretar perdendo por pouco pra "A Frente fria que a chuva traz" e "Homens, Santos e Desertores". Também gosto muito de interpretar "Kerouac", mas essa é um trabalho de cão, né? "Efeito Urtigão" é daquelas peças onde eu me sinto em casa, ainda mais trabalhando com meu amigo Paulo de Tharso que interpreta brilhantemente o outro personagem. É du caralho. Aliás, o Paulo fez uma análise muito bacana da peça lá no blog dele. Essa aí embaixo: "Desde que a peça Efeito Urtigão estreou, isso já tem alguns anos, eu nunca escrevi nada. Muitos já escreveram sobre o espetáculo. O que eu enxergo de ponto de vista da interpretação do texto, quando no palco, é uma devastadora solidão dos dois personagens. Há evidentemente a solidão do autoexílio, do isolamento consentido e da decisão pessoal do jotnalista Marcos Pereira (Mário Bortolotto). Essa é uma solidão que aos poucos vai se tornando ultrauterina e ele a preserva. Ele a preserva não acreditando em nada nem em ninguém. Nem na afetividade da amizade, tampouco no amor. Questiona a dignidade e a ética de sua profissão. Niilismo puro? Não sei. Talvez. Se isto significa a redução de tudo a nada, sim, então é niilismo. Mas será que isso realmente acontece? Marcos Pereira não se rende ao jornalismo de redação politicamente correta. Não aceita entregar seu talento e seu sonho de escritor aos hipócritas que vendem e consomem notícia. Inconformado, se afunda em álcool e brigas de bares como se procurasse um fim. Um suicida incompetente que parte para o autoexílio dentro de seu próprio mundo. Mas há também a solidão daqueles que gostariam de fazer parte do sistema mas não conseguem e, sufocados por essa ordem de ideias estabelecidas, tornam-se medíocres, indo pouco a pouco, lentamente, gradativamente, vivendo à margem dessa engrenagem. A esses, falta a coragem de romper profundamente com o código de uma sociedade fundada e mantida sob a égide de que "só sobrevive aquele que se submete". A estes só lhes restam vagar na zona tormento do ostracismo. Só que estes não optaram pelo isolamento. São isolados. Esse é o isolamento de Emerson (Paulo de Tharso). " (Paulo de Tharso)
Escrito por Mário Bortolotto às 14h47
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BOÊMIA, NÃO ME TENS DE REGRESSO, JÁ QUE NUNCA FUI PRA LUGAR NENHUM Tô lendo o grande (grande mesmo - tem 445 páginas) livro do Reinaldão. Ah, Reinaldão é meu amigo Reinaldo Moraes. Estranho esse negócio de chamar meu ídolo literário de juventude de "amigo". Mas é que é mesmo, né? Aliás, vários dos meus ídolos se tornaram amigos e é sempre estranho isso. Mas também é bacana pra caralho. Tava lendo no jornal ontem que os caras do "Cachorro Grande" que eram fãs do Supergrass se tornaram tão amigos dos caras que dois deles foram até padrinhos de casamento do guitarrista. É isso? Sei lá, mas foi mais ou menos isso. Os caras se tornaram "compadres". Acontece. Pois é, mas eu tava falando do livro do Reinaldão que é o "Pornopopéia". Aliás, tô lendo dois de uma vez. Até acho estranho isso. Geralmente leio três ou quatro. É que dei uma parada na biografia do Carlos Imperial pra me dedicar mais integralmente a esses dois que é o "Pornopopéia" e o ótimo "E os hipopótamos foram cozidos em seus tanques" do Burroughs e do Kerouac. Eles estão contando a mesma história, mas cada um deles escreve um capítulo. Terminei também o "Primeiros Dias" do Scott Westerfeld, uma história de vampiros modernos rock and roll pra caralho. Mas eu tava falando do "Pornopopéia", né? Liga não, tô naqueles dias que fico meio desconexo. Normal. Pois é, tem um trecho que o narrador (Zeca) tá conversando com um advogado metrossexual, do tipo que ele não vai muito com os cornos. E o Zeca tá falando que tá decadente, barrigudo e o escambau e o advogado tenta aliviar da maneira mais errada possível. Saquem só. O Zeca manda essa : "Eu pareço um sósia do Obelix que acabou de engolir um barril de chopp com barril e tudo" O advogado pondera: "Hahahahá! Magina, Zé Carlos. Em quinze dias de jogging, sem beber, você perde isso" Zeca arremata brilhantemente: "Em quinze dias de jogging sem beber, eu perco é o interesse pela vida" Eu penso mais ou menos assim também. Fiquei sabendo pelo Xico Sá que o Sócrates (o grande jogador) teve que parar de beber por recomendações médicas. Ele deve tá triste pra caralho. Não é fácil pra gente que gosta de vida boêmia ser privado de algo tão fundamental. É como se cortassem um pedaço de você. Não consigo conceber a vida sem boêmia e bebida. E talvez foi por isso que os caras da Sexy me convidaram pra uma matéria bem bacana. Eu tinha que ir no bar com eles e provar vários tipos de vodka (algumas de mais de 100 reais e outras de meros 4 mangos) e dizer se afinal tinha alguma diferença. Aceitei com o mó prazer e a matéria tá na Sexy desse mês. Essa aí com essa loiraça extraordinária: 
A matéria ficou bem bacana com fotos muito legais do Alex Korokolvas que teve que enfrentar a dura tarefa de me fotografar bebendo. Não deve ter sido fácil pra ele que está acostumado a fotografar uma porrada de gostosas peladas. O Roberto Larroude que fez a matéria (e que não me conhecia pessoalmente) me apresenta assim: "o boêmio Mário Bortolotto: ator, diretor, escritor, gente boa pra caramba e, principalmente, muito bom de copo" - gostei dele me chamar em primeiro lugar de "boêmio". É o que realmente sou, e sempre paguei um preço até bastante alto por isso. E tá tudo certo. E gostei também dele ter dito que sou "gente boa pra caramba". Que engraçado, né? Tem uma porrada de sujeito que não me conhece e já fica me tirando de "arrogante, filho da puta, agressivo, mal caráter" e o escambau. Acho legal quando as pessoas me conhecem e sacam que na verdade, não sou porra nenhuma do que os desafetos querem alardear que sou. Posso até não ter uma cara de muitos amigos, mas tenho amigos pra caralho. ______________________________________________________________________ 
Hoje vamos tocar lá na Galeria da Lu (Rua dos Pinheiros, 493). Até vim dormir cedo ontem por conta disso. É que eu tava ficando sem voz. Esse lance já vem da semana passada. Aí quando tava melhorando, tive que fazer duas apresentações, mais show, etc, e emenda beber até de manhã e ainda dormir pouco já que tô com uma tosse filha da puta que não me deixa dormir, enfim, que eu saiba "homem de titânio" é o Fábio Brum. Pois então, a gente toca hoje lá na Galeria da Lu. Eu no violão e voz, Robério Santana (nosso amigo do "Camisa de Vênus") no contra-baixo e Flavinho Vajman na gaita. É um set acústico onde costumamos ficar muito a vontade e o público também. O Brum costuma tocar com a gente, mas hoje ele tá indo pra Campo Grande onde deve fechar definitivamente o último detalhe burocrático antes do nosso CD baixar na prensa. Ninguém paga nada lá. Só a cerveja ou o whisky que consumir. É que o Trovão abre o bar lá da Galeria nos dias de show. E a gente toca lá só pra ajudar a Lu e o Trovão. Nós também não ganhamos nada. É só pelo prazer de tocar e ajudar nossos amigos. E costuma ser bacana pra caralho. O Trovão deixa uma garrafa de Jack reservada e é isso aí. O resto são nossas músicas com versões despojadas. Flavinho costuma ficar muito a vontade e mandar solos geniais. Bonito de ouvir. A gente costuma chegar lá pelas 20h e ficar conversando e ouvindo os CDs do Trovão (de Tom Waits a Lou Reed - sempre uma ótima trilha sonora). Aí quando bate a vontade, senta lá e toca as nossas músicas. Simples assim. Quem quiser aparecer, é só baixar a partir das 20h na Coletivo Galeria (Rua dos Pinheiros, 493). Não tem hora exata pra acabar. Tudo depende do nosso entusiasmo. Já teve vez que tocamos até às 2 da manhã. _______________________________________________________________________ 
Acaba de sair mais uma Coyote. A ótima revista arquitetada pelos amigos Pinduca, Rodrigo Garcia Lopes e Marcos Losnak. Não conheço uma pá de gente que tá nessa revista, mas sei que tem poemas novos do Pinduca e fotos do meu amigo Rogério Ivano. Tem também uma entrevista com um carinha que tá começando e que dizem que leva jeito pra poeta. Um tal de João Cabral de Melo Neto. Já ouviram falar? Já é tradição da Coyote dar espaço pra essa rapaziada nova, né? A Revista "Coyote" pode ser adquirida no Sebo do Bac, na Praça Roosevelt (Satyros 2) ________________________________________________________________________ E o Gabriel me pediu pra divulgar essa oficina do Antônio Cícero que vai acontecer lá no Barco Virgílio. Pra quem não conhece o Antônio Cícero, saibam que além de irmão da Marina Lima, o cara é um filosófo, poeta e letrista muito bacana. 
__________________________________________________________________________ E sexta-feira estréia: 
A gente esqueceu de colocar no flyer, mas a peça começa às 21h.
Escrito por Mário Bortolotto às 05h16
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CADILAC RECORDS 
Assisti esse filme ontem. É a história da Chess Records. Ou melhor seria dizer, é a história do Blues. A história de Leonard Chess que está tentando abrir uma boate de blues para os negros frequentarem. E é exatamente um negro que não gosta da idéia e depois entra atirando na boate e fodendo tudo. Preconceito às avessas num tempo onde o racismo era comum nos EUA. Onde um gênio como Little Walter era espancado no meio da rua por dois policiais. Onde Chuck Berry que tava ganhando a mó grana, não podia entrar num restaurante e comia um sanduíche sentado no carro. Onde os negros eram multados quando se sentavam em um banco dentro do ônibus. Esse tipo de merda. Muddy Waters está tocando na rua. Um outro negro chega pra ele e fala: "Não gosto da sua música. Já perdi duas filhas para músicos de blues". Estão todos no filme. Howlin Wolf , irascível e cheio de personalidade. Little Walter, totalmente maluco. Tem a cena que ele mata outro cara que estava tentando se passar por ele. Ele simplesmente entra na roda e pergunta: "Quem de vocês é Little Walter?" O cara responde: "Sou eu, babaca". Walter não vacila, saca a arma e atira à queima-roupa. Estão no filme os jovens Rolling Stones, que levam a rapaziada (ídolos deles) que tava no ostracismo pra tocar em Londres. Willie Dixon é quem narra a história toda. E está no filme Beyoncé que interpreta (muito bem, aliás) a cantora Etta James que se afundou na heroína no ínicio de carreira e teve um caso com Leonard Chess (Adrien Brody). Filmaço com a melhor música do mundo. Quando Little Walter é assassinado em meio à uma partida de dados, Muddy Waters diz: "Não sei explicar o motivo, mas todo gaitista acaba mal". Se liga, Flavinho Vajman. Vamos tocar amanhã em homenagem à Little Walter. Vou deixar você solar pra caralho, isso se você não estiver bêbado, né? _______________________________________________________________ 
E já que estamos falando em blues e Rock and roll, o show de ontem foi du caralho. A gente sempre acaba num boteco falando da vida e de todos os dissabores e alegrias que ela traz a reboque. Ontem fiquei bebendo Red Label (tô progredindo, porra) com meu irmão Rubens K até o dia amanhecer. Noite blues pra caralho. O nosso amigo Maléfico escreveu sobre o show em seu blog. Olha aí o que ele disse: A noite é o lugar onde os Ratos tocam blues e os Vagabundos ficam Iluminados Madrugada na cidade que nunca dorme, apesar dos governantes, quando o Saco de Ratos ataca com Boêmios Errantes. Uma letra ducaralho, fechando uma fieira de canções com letras sinceras, bêbadamente sinceras. Coisas simples e certeiras como: “Se eu tivesse grana hoje/ eu não marcava”. Foda mesmo é que os Caras estão cada dia melhores, com musicas novas e covers tirados do fundo do baú. Ancorado pelo meu copo, penso como é necessária essa banda, principalmente nesses dias caretas que estamos vivendo. Uma banda que toca de verdade, com amigos que se divertem juntos e ficam tristes juntos, escrevem letras confessionais, tocam com tesão e vontade. Porra, lá pelas tantas, o Grande Robério Santana (baixista do Camisa de Vênus, aquela banda que botou pra fuder em meio aos babacas dos anos 80) disparou a queima roupa: “Eu não saio pra tocar com quem eu não gosto, eu toco aqui com esses caras porque tudo isso que tá rolando tem haver comigo”. Posso dizer que para mim que sou um simples admirador dos caras, é difícil não sair toda 3a Feira as 4 da matina do bar, porque “esse aqui tá tocando blues” e eu ouviria tudo novamente “até o fim da madrugada”. (Pierre "Maléfico" Porpeta) E a Luciana Vitaliano, nossa amiga que sempre canta com a gente nos shows e é vocalista dos "Vigaristas", colocou quatro músicas nossas no nosso My Space. Ela colocou ontem e até o meio dia só a música "Boêmios Errantes" já tinha 84 entradas. Du caralho. ______________________________________________________________________________________ E já como eu só penso em música no dia de hoje, acho que vou me dar o presente de ir assistir o documentário "Lóki" do grande Arnaldo Baptista. _____________________________________________________________________________________ Hoje tem "A Noite Mais fria do ano" nos Parlapatões Amanhã a gente toca na Coletivo Galeria (Galeria da Lu) na Rua dos Pinheiros, 493. A gente toca acústico. Acho que vai ser só Robério, Flavinho e eu (tocando violão). É de graça e o Trovão promete que a cerveja é gelada. Tá marcado no flyer que é às 20h, mas é bobagem. A gente começa a tocar mesmo depois das 21h. Antes a gente fica lá bebendo Jack e falando besteira. Mas não tem hora pra acabar. E na sexta-feira estréia no "Satyros 2", uma das peças que mais gosto de fazer que é "Efeito Urtigão". Estarei com meu amigo (ator revelação e brilhante, aliás) Paulo de Tharso. Esse senhor aí da foto. Vai ser legal. Foto de Edinho Kumasaka
E no sábado reestréia "Curta-Passagem" no mesmo Satyros 2. E vocês pensam que eu só fico enchendo a cara, né? Tem gente que diz que a minha vida é monótona. Acho que melhor que isso, só caçando demônios como os caras do "Supernatural". Aliás, tô terminando a quarta temporada. Lucífer tá voltando do inferno. Tá foda, meu irmão.
Escrito por Mário Bortolotto às 15h08
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A TAL DA TERÇA-FEIRA Hoje é o dia do Thriatlon. Mal desço da bicicleta, já tô mergulhando. 
Às 21h no Parlapatões divido o palco com meus amigos Paulinha Cohen, Hugo Possolo e Alex Gruli na peça do meu amigo Marcelo Paiva. Nos bastidores a gente ainda joga um pôquer. Semana passada perdi 90 centavos. Hoje é o dia da desforra. Mas isso vocês não vão poder ver. Já a peça, vai estar lá, pra quem quiser. 
Também às 21h no Satyros 1, acontece a peça "Curta-Passagem", texto meu de 91 que diriji a pedido dos amigos Eldo e Dani. É a última apresentação de terça-feira. Ela reestréia no próximo sábado no Satyros 2. Gosto muito do resultado e do trabalho que a rapaziada tá fazendo. 
E às 23h no "The Wall" mais uma noite de rock e blues com nossa banda "Saco de Ratos". 
Saco de Ratos é : Mário Bortolotto - vocal Fábio Brum e Marcelo Watanabe - guitarras Fábio Pagotto - baixo Rick Vechione - bateria E agora a nossa banda tá com My Space. Quem tiver a fim de ouvir 4 músicas que vão estar no nosso CD, é só entrar lá:
Escrito por Mário Bortolotto às 04h20
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PORNOPOPÉIA - O LANÇAMENTO 
Quando Reinaldo tava escrevendo esse livro, a gente se encontrava e ele ficava me narrando suas angustias. Ele me dizia que eu era um dos seus interlocutores. Era tipo assim, ele tava escrevendo determinado trecho do romance e pensava: "Acho que o Marião vai gostar dessa parte" ou então "Porra, o Marião vai odiar esse trecho". Coisas do tipo. Era um romance de 1.000 páginas. Depois de um processo longo e acredito que muito doloroso, Reinaldo conseguiu enxugar para 445 páginas. Na minha opinião, apesar de ser ainda assim, um calhamaço, tá enxuto pra caralho. Pra mim, não me sobra nada, aliás, pelo contrário, é o tipo de livro que a gente lê devagar, porque não queremos que acabe. Já disse e repito: é o livro do ano. Reinaldo voltou à velha forma de "Tanto Faz" e até arrisco dizer que é ainda melhor que o nosso clássico de juventude, pois "Tanto Faz" é o nosso "Apanhador do campo de Centeio", muito mais putanheiro, é claro, porque afinal é Reinaldo Moraes. Então é claro que tem muita putaria, muita droga e até algum rock and roll. Os mais afoitos e rasteiros já insistem numa estética beat ou bukowskiniana, etc. É claro que Reinaldo leu todos os caras e foi influenciado por eles. Inclusive traduziu "Mulheres" do velho Buk, mas o seu estilo é único. Enquanto Bukowski é seco e direto, Reinaldo se perde em digressões o tempo inteiro. Mas em nenhum momento ele é chato. Pelo contrário, você lê com imensa satisfação e prazer. E hoje ele lança o livro na Mercearia São Pedro. Vou lá dar um abraço no canalha e repetir pra ele o que já disse da outra vez que o encontrei: "Você conseguiu, filho da puta!" CALIFORNICATION 
Finalmente estou assistindo a segunda temporada. O foda é que não dá pra parar de ver. Emendo um episódio no outro e deixo pra depois tudo o que eu tinha pra fazer. Na minha opinião, o seriado conseguiu manter o mesmo nível da primeira temporada. No começo, Hank está tentando ficar na boa com a ex mulher. Ele tenta ser um bom marido e um bom pai, inclusive resistindo bravamente a qualquer assédio feminino. Mas Hank é Hank e como diz a filha dele para a mãe: "Você sabe como o meu pai é. Você quis ficar com ele e você sabia que ele era assim". Logo no primeiro episódio ele é acusado de estuprar uma mulher com a boca, se mete em uma confusão com um policial rodoviário e vai parar na cadeia. Quando Hank vai embora de casa, ele olha pra filha e ela diz: "Tá tudo bem, Pai. Você fez o melhor que podia. Foi bom enquanto durou". E Hank volta pra esbórnia. Está escrevendo a biografia de um rock star e por conta disso acaba se envolvendo com algumas mulheres que navegam em volta do astro tipo uma apresentadora de programa de culinária na tv ou uma repórter da "Rolling Stone". Enfim, é uma série viciante, com ótimo roteiro, direção muito bacana e uma trilha sonora genial. Um dos episódios termina com "Free Bird" do Lynyrd Skynyrd. Nem precisava de mais nada. RUBENS K - O FOTÓGRAFO Meu irmão Rubens K tá tirando uma de fotógrafo. Ele é um excelente baixista e tem se revelado um ótimo escritor. E agora anda por aí com uma máquina tirando fotos em P&B no estilo da velha escola. Essa é uma delas: 
Se quiser ver mais, entra lá no blog dele: http://rkjazz.wordpress.com/
Escrito por Mário Bortolotto às 02h00
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PASSPORT PARA O INFERNO Foi assim que a gente apelidou esse whisky filho da puta. É o que estamos podendo beber. Hoje foi um daqueles dias. Fizemos toda a tour dos bares bebendo esse negócio impiedoso. Quando olhei no relógio do celular, eram 4 da tarde. Levantei decidido da mesa, me despedi dos amigos e voltei pra casa. Pensei: "Tem jogo da seleção, porra." Quando liguei a tv, um pouco antes de capotar tragicamente, os EUA estavam ganhando de dois a zero. Caralho, pensei. E dormi. Só acordei agora às 21h. Fiquei sabendo que o Brasil virou o jogo. Ainda tô meio bêbado, mas tá tudo certo. Tomei um banho e agora vou comer algo decente no Planeta´s. Algo que me faça esquecer aquele torresmo absurdo que até agora reverbera no meu maltratado estômago. Minha meta hoje é ficar longe do Passport. Não é fácil. Vou ter que bancar o Ulisses voltando pra casa. As sereias que façam o seu blues. Eu tenho que ficar longe delas. E falando em inferno, saquem só essa foto que o Luiz Filipe fez do Cecato no nosso último show. 
Escrito por Mário Bortolotto às 22h04
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O ADEUS DA PANTERA 
o poster era esse que ela está com a blusa azul Michael Jackson morreu. Tá certo. Ele era realmente um gênio. Talentoso pra caralho e o escambau. Mas na verdade nunca me interessou. Fora uma música ou outra do Jackson Five e do começo da carreira solo, nada do que ele fez me chamava a atenção. Acho o disco "Thriller" chato pra caralho, como aliás acho aquela época toda muito chata. Mas em nenhum momento estou aqui questionando a qualidade do cara. Ele era realmente bom pra caralho. Assim como acho Guimarães Rosa um gênio, só que eu não tenho saco pra ler Guimarães Rosa. Eu não tenho que ler tudo que é bom. Já disse por aqui, e fui muito criticado por isso, que tenho referenciais definidos e interesses definitivos. Posso ser fã de muita coisa do Sylvester Stalone, por exemplo, mas não suporto Pasolini. E com isso estou querendo dizer que Stalone é melhor que Pasolini? De maneira nenhuma. Só estou dizendo que prefiro assistir "Rambo 1" por exemplo, a ver qualquer coisa do Pasolini, só isso. Em resumo, me interessa muito mais ver o soldado John Rambo fazendo o xerife Will Teasle mijar nas calças a ver um bando de jovens comendo merda na suposta crítica ao fascismo de Saló. Então quero deixar claro que acho o Michael fodaço, mas que ele nunca me interessou. Só tenho em casa um compacto do começo de carreira e um MP3 do Jackson Five. E tá bom pra caramba. Mas a Farrah Fawcett morreu. E essa sim foi muito importante pra mim. Eu tinha um poster na parede do meu quarto, que aliás eu dividia com meu irmão e depois com minha irmã. O quarto, não o poster. Esse era só meu, caramba. Mas o poster ficou lá na parede durante muito tempo. Assistia "As Panteras" só pra ver aquela loura magnífica em ação. Depois descobri que ela era esposa do Lee Majors (O Homem de 6 milhões de dólares) e confesso que tinha um certo cíume dele. Raciocinava assim: Como é que eu posso competir com um cara de 6 milhões de dólares? Logo eu, que não tenho sequer uma grana pra comprar uma tubaína? Aí eu ia junto com os outros coroinhas lavar o salão paroquial e então o padre dava uma grana e a gente ia até o boteco do seu Manoel e comprava tuba-cola e coxinha (sempre as famigeradas coxinhas). E eu nunca conseguia guardar nenhum dinheiro. Sendo assim, jamais poderia me equiparar ao sujeito que valia 6 milhões de dólares. Então ontem quando fiquei sabendo que Farrah Fawcett tinha morrido, foi como se um pedaço de minha infância tivesse morrido também. Uma infância singela e mais ou menos sacana, de um tempo que era possível imaginar que Farrah Fawcett estava na esquina da rua de nossa casa. O Marcelo Montenegro me disse ontem que a sua pantera preferida era a Kate Jackson. Eu sou mais óbvio que o Marcelo. Eu queria a Farrah Fawcett que pra mim só conseguiu ser substituída pela Adele Fátima de "Histórias que as nossas babás não contavam". Sem essa de Cheryl Ladd. Isso sim que é trocar a loira pela mulata. Mas eu nunca esqueci Farrah Fawcett. Nem quando gamei na Sandrinha, minha primeira paixão. Eu não conseguia tirar a Farrah da parede do meu quarto. Achava que a Sandrinha tinha obrigação de entender. E dessa vez, ela finalmente vai cair lentamente de lá, daquela parede de tábuas velhas pintadas de azul. Minha irmã finalmente vai se ver livre da visão daquela loura espetacular. Acho que hoje Fausto Fawcett (porque você acha que esse é o nome dele?) e eu estamos muito tristes. E ninguém vai nos tirar a razão. Tô até ouvindo o tema do seriado na minha cabeça nesse momento e aquele malaco do Charlie falando alguma merda. Boa noite, Farrah. Você nunca foi menos que impressionante. _______________________________________________________________ Queria recomendar aqui o ótimo texto que o meu amigo Marcelo Mirisola escreveu sobre o excelente livro "Pornopopéia" de Reinaldo Moraes. Tava também falando com o Marcelo Montenegro ontem sobre esse livro. Pra mim, tinha que ganhar todos os prêmios do ano. Mas é claro que isso não deve acontecer. Não vão levar o livro a sério, porque parece tratar basicamente de putaria desenfreada. E aí os caras não vão perceber o quão brilhante e sofisticado escritor é o Reinaldo. Não vão se dar ao trabalho de perceber isso. Ninguém escreve como ele. É simplesmente genial. AQUI : http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=14&cod_publicacao=11 _______________________________________________________________________________________ E também queria indicar a música "Eu não sou um bom lugar" da banda Hotel Avenida, novo projeto do meu amigo Ivan Santos (OAEOZ). A música já está disponível no My Space da banda que também tem Giancarlo Ruffato em sua formação e conta com Carlos Zubek na guitarra, Rubens K no contra-baixo e Eduardo Patrício na bateria e teclado. Ouçam aqui : http://www.myspace.com/hotelavenida
Escrito por Mário Bortolotto às 09h07
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JAM DE QUINTA 
Passei o dia inteiro me recuperando da voz perdida na noite de terça-feira. Não ficou 100%, mas quebrou um galho bacana. Fiz a peça e ninguém reclamou. Hoje vou passar o dia tentando fazer com que ela fique totalmente demais como diria meu amigo Tavinho Paes. Tem show hoje à noite na Galeria da Lu. Não é exatamente um show. É mais um encontro de amigos. Sou eu e meus amigos Flavinho Vajman e Robério Santana (baixista do "Camisa de Vênus"). O Brum disse que vai tocar com a gente até às 23h. Depois ele vai fazer show com "Os Vigaristas" no "New Jazz". Mas a gente continua brincando. Eu assumo o violão, o Flavinho debulha na gaita e tá tudo certo. Aí a gente toca até músicas do Belchior ("Todo sujo de Batom") e outras do meu primeiro disco ("Cachorros gostam de Bourbon"). Acho que vai ser divertido. Blues e Jack Daniels me pareceu sempre o casamento perfeito. E eu nem posso reclamar. O Trovão e a Lu sempre deixam uma garrafa de Jack separada pra gente. Em resumo, a gente não ganha porra nenhuma mas bebe um bocado. Hoje não vai ser diferente. 
É grátis e o Trovão promete cerveja gelada. O resto é só um bando de amigos se divertindo e tocando letras extremamente sinceras. E eu garanto que isso é muito mais do que você vai encontrar por aí nessa noite de quinta-feira. 




Todas as fotos desse post são do nosso amigo Luiz Filipe Ogro e são da jam da última quinta-feira
Escrito por Mário Bortolotto às 05h30
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Eu tinha uma coisa ou outra pra escrever por aqui, mas eu preciso dormir. Ontem tive problemas com o retorno no show e acabei perdendo um pouco a voz. Hoje tenho apresentação da peça "A noite mais fria do ano" e tenho que recuperar a sacana. Um bom dia de sono pode ajudar bastante. É o que eu vou fazer agora. Agradeço se ninguém me telefonar. Mas não há nada que anule o prazer que tive de tocar ontem à noite algumas músicas em especial. A primeira é "Se eu tivesse grana hoje" que já virou um hino da rapaziada nas manhãs bêbadas de todos nós. A outra foi "Balada do velho Quarteirão" com o Marcião lendo um texto fudido sobre os nossos tempos de juventude em Londrina. E por último a bela "Tristessa", minha última parceria com o Brum. Entre um solo e outro li o meu poema "Do lado de cá da cidade". Vi do palco alguns amigos sinceramente emocionados e não há nada que pague isso. Um bom dia pra vocês. Hoje à noite 
Escrito por Mário Bortolotto às 10h44
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HOJE - TERÇA FEIRA CHEIA É a tal da terça-feira. O dia mais corrido da semana. Às 21h no Parlapatões divido o palco com meus amigos Paulinha Cohen, Hugo Possolo e Alex Gruli na peça do meu amigo Marcelo Paiva. Nos bastidores a gente ainda joga um pôquer. 
Também às 21h no Satyros 1, acontece a peça "Curta-Passagem", texto meu de 91 que diriji a pedido dos amigos Eldo e Dani. Gosto muito do resultado e do trabalho que a rapaziada tá fazendo. 
E às 23h no "The Wall" mais uma noite de rock e blues com nossa banda "Saco de Ratos". Os shows tem sido du caralho. Baixem lá. Tem muita gente reclamando pra mim que na quarta-feira tá todo mundo arrebentado e inutíl de tanto que se divertem na terça. Rock and Roll. 

Escrito por Mário Bortolotto às 10h04
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LUZ NAS TREVAS 
Já tá no you tube um trailler do filme "Luz nas Trevas", que é a continuação do clássico "O Bandido da Luz Vermelha". Roteiro de Rogério Sgarnzela e direção de Helena Ignez e Ícaro Martins. Trabalhei no filme interpretando o personagem "Mão de Onça". Eu faço parte de uma espécie de "tropa de choque de patetas" comandanda pelo Delegado Justino (Arrigo Barnabé). Foi muito divertido fazer o filme e o trailer ficou bem bacana. Uma porrada de amigos estão lá. Destaque pra minha amiga histérica Martinha Nowill. CLICA AQUI : http://www.youtube.com/watch?v=Tm4AfZhiAz4
Escrito por Mário Bortolotto às 19h23
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HOJE Eu tô indo dormir agora. Minha vida é mesmo muito monótona. O que eu posso fazer? Bebo todas as noite e etc e tal. Tava mijando no banheiro e um sujeito de 2m veio me encher o saco: "Fecha essa porta, porra." Eu falei: "Qual é o problema?" Ele respondeu: "O problema sou eu. Você não pode mijar de porta aberta mostrando o pinto" Eu falei: "Caguei pro meu pinto. Não tô a fim de mostrar. Porque você tá olhando? Você gosta de ficar olhando pra pinto de homem?" O cara ficou possesso. Disse que ia me encher de porrada e o caralho a quatro. Caguei. Meus amigos Jiraia e Linguinha já tavam predispostos a sair na porrada junto comigo. Os caras arregaram. Eles eram grandes pra caralho. Acho até que a gente ia se foder. Mas eu não consigo entender esse tipo de comportamento. Eu fico pensando se sou eu que atraio esse tipo de agressividade idiota, sei lá. Porque eu tô sempre me metendo em confusão se tudo o que eu mais quero é realmente ficar em paz? Bom, acho que ainda vou ter algum tempo pra pensar sobre isso e chegar a alguma merda de conclusão. Hoje tem a festa do "Brutal", meu texto que também vou dirigir. A grana arrecadada vai ser em benefício da peça: 
E AMANHÃ 
Escrito por Mário Bortolotto às 10h48
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LEVE
Foto de Carla Bispo Às vezes é exatamente isso. A vida te leva. De um jeito leve, ou pesado. Uma sucessão de fatos acaba por desencadear um outro fato maior e quando você percebe aconteceu exatamente o que você nem esperava. Parece meio estranho isso, mas é exatamente o que acontece. Acho que o meu amigo Márcio Américo não contava com o fato de quase 30 anos depois que a gente se conheceu lá em Londrina, estar casado com a garota que conheceu há mais de 20 anos na mesma cidade e ontem estar sentado com ela no Sebo do Bac, de mãos dadas e rindo dos disparates que a gente continua falando depois de 30 anos. É um jeito leve de ver as coisas. Ontem na gravação da série "Corpo Estranho" estava conversando com o meu amigo Pereio que costuma ficar falando o tempo inteiro. Ele sempre tá falando alguma coisa. Mas ele é um puta cara culto pra caralho. Então ele sempre tá dissertando sobre algum assunto, e sempre com muita autoridade e conhecimento de causa, mas sem perder o bom humor, por mais mal humorado que ele pareça ser. É que ele adora um paradoxo. Em determinado momento ele soltou essa: "Falo muita bobagem pra não ficar pensando em besteira." Eu nunca planejei nada na minha vida. Tenho conduzido a sacana de maneira brutalmente inconsequente, como se o futuro fosse apenas uma bola de beisebol mandada por cima da cerca por um rebatedor emputecido. Hoje estou aqui, em pleno domingo, ainda me curando de uma ressaca violenta. Tem dias que nem engov te salva, canalha. Tenho dois textos pra terminar hoje e um poema que ainda quero dar um tapa. Tô pensando em ir almoçar sozinho no Marajá. Um bife a parmegiana em homenagem ao meu irmão Rubens K. Acho que esse é meu principal plano de futuro. Tem um personagem numa peça minha que é a "Vamos Sair da Chuva quando a bomba cair" que ao ser questionado pela namorada a respeito do que pretende fazer durante o dia, responde: "Não sei. Acho que vou tomar um banho. Não sei. Não consigo fazer planos pra um futuro muito distante." É mais ou menos isso. Que a vida continue me derrubando. Eu não tenho pressa de levantar. Daqui do chão tenho uma visão privilegiada do céu.
Escrito por Mário Bortolotto às 14h04
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Bêbado!!! Muito bêbado!!! Mas ainda vivo!!!! Que venha o amanhã, se ele tiver a manha!!!
Escrito por Mário Bortolotto às 07h50
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